sábado, 19 de dezembro de 2009

Especial - NippoBrasil





64 anos da bomba atômica no Japão


As duas maiores atrocidades humanas
da história completam 64 anos, no dia 6 em Hiroshima
e 9 de agosto em Nagasaki

A primeira explosão de uma bomba atômica na história da humanidade aconteceu no

dia 6 de agosto de 1945, uma segunda-feira. A bomba foi lançada sobre o centro da

idade de Hiroshima às 8h15 da manhã. Como o horário comercial começava às 8h

da manhã, muitas pessoas foram atingidas em fábricas e escritórios. A bomba,

chamada pelos norte-americanos de Little Boy, continha 50 quilos de urânio 235,

com potencial destrutivo equivalente a 15 mil toneladas de TNT. O calor liberado

pela bomba foi de 100 calorias/cm² no grau zero, 56 calorias/cm² a 500 metros e

23 calorias/cm² a mil metros do centro da explosão.

Nagasaki foi atingida no dia 9 de agosto, às 11h02 da manhã. Inicialmente o

plano do exército americano era de jogar a bomba sobre Kokura, Fukuoka. Mas

o tempo nublado impediu que o piloto visualizasse a cidade, e decidiu-se pela segunda

opção. Nagasaki não era considerado um alvo ideal porque é rodeada por montanhas,

o que diminuiria o poder destrutivo. A bomba, chamada Fat Boy, era de plutônio 239,

com potência equivalente a 22 mil toneladas de TNT, ou seja, 1,5 vez mais potente

que a bomba jogada sobre Hiroshima. Como a bomba foi jogada às pressas, sem

ter um alvo definido, o centro da explosão ficou a 3 quilômetros do centro da cidade.

O número de pessoas que possuem a carteira de identificação de vítima de bomba

atômica atualmente está em 235.569 pessoas, ou seja, 8,1 mil a menos que no

ano passado. Mais de cem vítimas das duas bombas moram no Brasil.


Hiroshima, atualmente

Dados complementares

• Em 1945, a população de Hiroshima era de 250 mil habitantes

• Mais de 70 mil pessoas morreram em conseqüência da radiação, principalmente de câncer

• Em 2008, a Corte de Hiroshima ordenou o pagamento de 1,65 milhão de ienes (US$ 15.262)

aos familiares de dois sobreviventes japoneses que viviam no Brasil

• Além do Japão, há uma estátua de Sadako nos Estados Unidos

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